Meu Curso de Marcenaria

Da pra acreditar que eu fiz um curso de marcenaria??????? Cara é simplesmente a realização de um sonho muito antigo, eu sempre acreditei que deveríamos ter como matérias na escola marcenaria, culinária, corte e costura, cuidados domésticos, tudo para que fossemos preparados para a vida, mas a escola passou e chegando a faculdade de design eu imaginei que seria o momento e mais uma vez me frustrei, passada a faculdade veio a vida e ela ensina viu, mas com ela estou tendo grandes e lindas oportunidades que antes me foram negadas, este ultimo fim de semana dos dias 25 e 26 de agosto de 2018 foram esses dias onde eu posso dizer que enxergo esperança.

Pois bem nesse últimos dias eu estive totalmente focada no curso de marcenaria básica que fiz, essa oficina foi oferecida pela Marcenaria Olinda (@marcenariaolinda) que fica em Paudalho bem do ladinho da minha casa, nos conhecemos via instagram e quando surgiu o curso não hesitei nem por um minuto sequer que eu faria a oficina. Pois bem cá estou para contar minha experiência.

Primeiro de tudo é que só consigo dizer que foi maravilhoso e ficar grata por essa linda oportunidade, nunca pensei que realmente conseguiria realizar esse item da minha lista de coisas para fazer na vida.

Eu quero agradecer muito por ter sido tratada como igual durante todo o curso, sim na minha turma só tinham homens, os professores homens e em todos os momentos eu fui alem de muito respeitada por eles como igual também não fui poupada, me botaram para pegar no pesado junto com meus colegas, isso é motivo de muito orgulho pra mim, também algumas dores musculares, mas tudo certo, kkkkk…

Todo o processo foi muito interessante, começamos entendendo o conceito de trabalhar com madeiras recicladas (o lema é “nenhuma arvore a menos”) e conhecer as ferramentas, tenho que admitir que não aprendi todos os nomes das maquinas, mas posso dizer que mesmo esquecendo os nomes nos tornamos muito intimas, kkk… Em seguida começamos o trabalho, nosso material estava separado e nós começamos a fazer os cortes para dar forma a cadeira, passamos pela etapa de lixar todas as peças cortadas, ainda bem que com uma lixadeira elétrica (não que eu não tenha ficado dolorida mesmo assim…) e começamos o processo de montagem.

Ah a cadeira que montamos é chamada Pina, o modelo foi desenvolvido pelo Fernando idealizador e artista por trás da Marcenaria Olinda, o trabalho dele é maravilhoso vale muito a pena chegar o insta.

Continuando com o processo de montagem, primeiro fizemos as laterais, depois finalizamos a estrutura, faltava então o acento e encosto, no acento fizemos um trabalho muito interessante, unimos dois pedaços de madeira para criar uma peça única e posso dizer que o resultado é tão incrível que nem parece que eram duas peças juntas. Esse processo de junção fizemos encaixando uma terceira peça de madeira em um rasgo que cortamos nós mesmo em cada uma das partes da madeira, usamos o terceiro pedaço para encaixar entre as duas peças e ficou incrível. Parafusamos tudo no lugar e fomos pra casa com o primeiro dia de trabalho finalizado.

Faltava então o encosto e se engana quem pensa que foi pouco o que sobrou para fazermos no segundo dia, pois o encosto quase levou meus dedos de brinde!! Não literalmente, não corri risco de corte, mas cansei as mãos como nunca imaginei, uma maquina tão pequena que me deixou com dores até hoje dois dias depois. A construção do encosto foi muito interessante também, primeiro nós fizemos marcações na madeira, depois usamos uma maquina pequena chamada topia para fazer pequenos cortes na madeira, sendo mais exata uma escadinha que depois de lixada da um acabamento arredondado a peça. Feito isso lixamos, prendemos o encosto na cadeira e lixamos, lixamos tudo, toda a cadeira de novo, para dar a ela uma acabamento perfeito, sem farpas, sem buracos (além é claro dos que pertencem a madeira), deixa-la o mais perfeita possível.

Ai vamos a finalização, duas camadas de cera e o polimento, ela ficou pronta, que orgulho, sensação de dever cumprido, não tinha ideia um dia antes que realmente conseguiria terminar essa obra, mas la estava.

Obrigada pelo aprendizado, pela confiança e pela amizade.

Beijos, Thaís

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